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Curtos excursos

Textos curtos e excursivos, por vezes ficções.

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Fêmea

Vejo nos olhos dele um brilho que não me ofende: quer-me. Eu quero-o e não o temo, ele está autorizado: pode. O que eu temo eu não conheço, e temo querer tão facilmente. Com ele é fácil, felizmente. Primeiro, no carro; depois, fora dele, nas vinhas, de noite. Contra o carro, nas vinhas, de noite, sou a máquina manobrada, descanso da vigília e do temor. Não há luzes nas vinhas, mal se supõem até os sons da cidade onde, noite após noite, rebentam fogos-de-artifício. Na primeira noite, com a lua, é feita uma imagem que se deixa ali para sempre. O brilho nos olhos dele é um reconhecimento, um cumprimento a que está autorizado: fêmea. Depois, nas vinhas, a prática reconhecida, o descobrimento de um talento, o tempo certeiro, uma perícia espontânea. Depois, no carro, quase querer adormecer.            

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